sábado, 17 de outubro de 2015

O Ventura

ou 
o modelo e o “curador”

       Fica, sem muitos comentários, um artigo publicado em A Regeneração, jornal de Figueiró dos Vinhos, nº406, 11 de Julho de 1936, e assinado por um tal «Sobe e Desce». Trata-se de uma reportagem sobre o «Museu Regional do Ventura». 
       O Ventura foi um personagem de se lhe tirar o chapéu! um dos derradeiros modelos figueiroenses de Malhoa. Obviamente já o não conheci, mas tive ainda relatos desta sua "obra memorável". Relatos que, no essencial e do que recordo, coincidem ao escrito no artigo, quer quanto ao "acervo" do seu «Museu» quer quanto às patuscas características deste fantástico e bom homem.
            Mas, só lendo, para ficarmos todos a conhecê-lo melhor.
Como se percebe, o escrito é posterior ao desaparecimento de Malhoa, falecido a 26 de Outubro de 1933.
Começamos por uma foto do entrevistado retirada do site da Biblioteca Municipal Simões d’Almeida (tio) e, com quase toda a certeza, posterior àquela data. É uma imagem que existe também reproduzida em postal ilustrado, editado ao tempo pela comissão municipal do turismo.


     Para o fim «O Ventura», 1933, tal como foi retratado por Malhoa. Num dos últimos trabalhos do Pintor, um pastel sobre papel, 33x25, actualmente no acervo do Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha. 
Faria pendant com um outro, igualmente no MJM, deixado inacabado à morte do Artista, designado por «Desalento», e retratando a mulher do Ventura
Os tracinhos na margem superior do papel indicarão o número das sessões de trabalho. É um registo comum em vários trabalhos de Malhoa, talvez para calcular a quantia a pagar ao modelo...


































Lisboa, 17 Out. 2015. LBG.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

«O Fado» e os «bilontras»

segundo Aquilino Ribeiro



            Sem mais conversa, que aqui não faz falta alguma, fica um texto do grande Aquilino Ribeiro, publicado em Julho de 1917, a propósito da controvérsia originada pela compra, pela Câmara Municipal de Lisboa, do quadro «O Fado», 1910, de Malhoa.

            Vale a pena ler. Mas devagar, que a prosa de Aquilino dá gosto.













 E pronto! É tudo por hoje.


Lisboa, 5 Out. 2015
LBG