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Provocando, 1905
Retrato de MHPinto por JMalhoa
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Passam hoje cem anos sobre a data da morte
de Manuel Henrique Pinto, ocorrida em Figueiró dos Vinhos a 26 de Setembro de
1912.
Manuel Henrique Pinto, pintor do Grupo
do Leão – introdutor do primeiro Naturalismo em Portugal – um dos retratados
por Columbano no célebre quadro O Grupo do Leão, 1885, à cabeceira da mesa, ladeado pelos inseparáveis José Malhoa
e João Vaz; foi dedicado Professor do Ensino Industrial – primeiro Director da
Escola Fradesso da Silveira em Portalegre (1884-1888), Director da Escola
Jacôme Ratton de Tomar (1888-1911) e Professor da Escola Marquês de Pombal em
Lisboa (1911-1912); exerceu ainda o cargo de Vogal Correspondente em Tomar do
Conselho dos Monumentos Nacionais (1897-1911), com papel de relevo nas
primeiras campanhas de salvaguarda e restauro do que hoje é Património da
Humanidade.
Membro desde a primeira hora do Grupo do Leão (1881-1889), foi um dos fundadores do Grémio Artístico (1891-1899) e da Sociedade Nacional de Belas Artes (1901), participando activamente em todas as mostras destas agremiações, com excepção de uma - a 3ª do Grémio, em 1893.
Membro desde a primeira hora do Grupo do Leão (1881-1889), foi um dos fundadores do Grémio Artístico (1891-1899) e da Sociedade Nacional de Belas Artes (1901), participando activamente em todas as mostras destas agremiações, com excepção de uma - a 3ª do Grémio, em 1893.
Galardoado com vários prémios, expôs
em Portugal, Berlim, Paris, Madrid e Rio de Janeiro, e está representado em
alguns museus nacionais e estrangeiros.
Em 1883, com Malhoa, juntos descobrem
o «Figueiró das cores» e por ali iniciam, verão após verão, a dita «odisseia
rústica», desenhando e pintando as terras e as gentes figueiroenses. Em
Figueiró dos Vinhos ambos acabarão por morrer, ambos em finais de verão,
Henrique Pinto em 1912, José Malhoa vinte e um anos depois.
Assinalando o Centenário da morte de
Manuel Henrique Pinto, terá lugar no Clube Figueiroense – Casa da Cultura,
Município de Figueiró dos Vinhos, de 29 de Setembro a 11 de Novembro, uma
Exposição denominada:
A DUAS MÃOS | DESENHOS INÉDITOS
Manuel Henrique Pinto (1853-1912) e José
Malhoa (1855-1933)
Pelo Centenário da morte de Manuel Henrique
Pinto
A mostra reune cerca de dúzia e meia de Desenhos inéditos dos dois
Artistas, abarcando essencialmente o período por ambos vivido em Figueiró e
pondo em diálogo alguns trabalhos, temas e modelos que juntos partilharam.
Como já devem ter notado, tenho andado
proíbido pelos médicos de falar deste aqui – a doutora não deixa. Hoje, a propósito do
Centenário, interrompe-se a dieta. No entanto, como compreenderão, também não
posso escarrapachar, sem mais aquelas, as fotos dos desenhos que vão ser mostrados – ou deixariam
de ser inéditos… Ficam estas duas mãos, um belo estudo de MHPinto para Esfolhando o milho, 1907, e porque estavam destinadas
à capa do catálogo e convite da exposição.
O melhor mesmo é lá darem um salto – o que se mostra e o passeio valerão sempre a pena (até ao S. Martinho, 11 de Novembro, estará aberta, mas verifiquem antes aqui ou aqui).
O melhor mesmo é lá darem um salto – o que se mostra e o passeio valerão sempre a pena (até ao S. Martinho, 11 de Novembro, estará aberta, mas verifiquem antes aqui ou aqui).
Ali encontrarão outras Mãos; uma das Velhas mais outra das novas, mas por
mãos a que não estamos habituados; uma Noiva
de antes da outra; e uma outra que foi pró Brasil mas cá deixou retrato - sempre dá (a)trapalhação e um toque de modernidade; mais o retrato
do Bêbado do costume, talvez um dos primeiros; e o primeiro, talvez o único, nu assim mais pró-helénico; e mais cuidados d'amor(es); ou outra gente cuidando de recos, figos e passarada - tudo de boa feitura, de uma e de outra mão; uma
bela colheita, que poucos olhos viram.
E o catálogo também não deslustra. Já vi - está lindo! E por dentro também não está mau... Valerá a pena ler, com calma e atenção.
E o catálogo também não deslustra. Já vi - está lindo! E por dentro também não está mau... Valerá a pena ler, com calma e atenção.
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